Sobrado da Cachoeira

O casarão da Cachoeira foi construído em meados do século XIX (por volta de 1840-1845) e ficou concluído em 1860. Para a edificação foi utilizada a mão de obra de pessoas escravizadas.

Antônio de Moura Cavalcante, descendente de portugueses, foi quem comprou as terras da região em 1839 e deu início ao povoado.

Uma casa grande com senzala, cercada de alpendre amplos, sustentados de colunas roliças, bastante estimada pelo povo da redondeza.

Os escravos foram mobilizados para construírem ainda, o açude e a Capela de São José, erguida sobre uma pedra para cumprir promessa de família.

A igreja ficou concluída em 1862, lugar de orações dos senhores, dos seus escravos e da povoação. E as obras do açude consolidaram o lastro econômico, impulsionando os carnaubais, o engenho a vapor e a produção comercializável.

O Casarão da Cachoeira é tombado como Patrimônio Histórico do Município e sedia o Ecomuseu de Maranguape, um lugar de memória, museologia social e valorização da identidade cultural da comunidade local.

Quem era José Antônio de Moura Cavalcante – o dono do sobrado, foi um chefe político liberal. Ocupou duas legislaturas ( 1878-1879) e ( 1880-1881). Uma das cadeiras, na Assembleia Provincial e chegou a ecoar na Corte, no Rio de Janeiro.